Câmara de Cruzeiro aprova CIP contra vereador Marciano

Em sessão realizada na segunda-feira (14) a Câmara Municipal de Cruzeiro aprovou abertura de CIP (Comissão de Investigação e Processante) contra o vereador Antonio Carlos Marciano por Decoro Parlamentar. Segundo a solicitação feita pela professora e diretora da FACIC , Patrícia Baptistella, o edil teria constrangido um estudante nas dependências da faculdade no dia 26/08.

No documento, a diretora da Faculdade de Ciências Humanas de Cruzeiro (FACIC), Patrícia Baptistella, narrou os fatos ocorridos dentro da entidade aonde o aluno José Roberto Pêgas, que também é funcionário da Prefeitura de Cruzeiro, foi constrangido pelo vereador Marciano, a assinar uma intimação.

Em sua narrativa Patrícia alegou que vereador não informou a direção da entidade e sem autorização, adentrou ao prédio e a sala de aula, causando um desconforto entre os alunos, professores e a direção.

Foi realizado um boletim de ocorrência feito no dia21/08 na Delegacia Seccional de Cruzeiro por José Roberto Pêgas, na presença da advogada Dra. Alcione de Souza Nunes, declarando que há três meses, foi convidado a integrar a equipe do Prefeito Rafic, tendo aceitado a missão de exercer o cargo de Assistente Técnico, junto a Procuradoria Jurídica do Município. 

É testemunha em uma CIP envolvendo o prefeito, sob alegação de que este teria “sonegado informação ao vereador Marciano”. Pêgas havia sido intimado pessoalmente pelo próprio vereador Marciano e também requisitado por ofício, para prestar depoimento na CIP, entretanto, acometeu-se de uma doença e não pode comparecer, o que deve ter irritado o vereador. 

E que no dia 20/08, por volta das 20h30 enquanto o declarante estava no sanitário da Faculdade aonde estuda, em horário de intervalo, teria invadido a FACIC para intimá-lo. Ainda no sanitário, foi avisado pelo colega de sala Mateus, que Marciano estava do lado de fora aguardando e com um papel na mão.

Ao sair, José Roberto foi abordado por Marciano e queria que assinasse uma intimação, tendo recusado sob a justificativa de que ali não era local adequado e se dirigiu para a sala de aula. 

Em depoimento Pêgas alegou que o vereador estava acompanhado do ex-vereador Ailton Xavier, conhecido como “Ailton Jacaré”, e este com um celular filmando a abordagem de Marciano que exigia que assinasse o referido papel que teria em seu conteúdo uma intimação para depor na CIP. Pêgas recusou por três vezes a assinatura, por não ser o local apropriado e estaria perturbando as aulas.

Vários colegas queriam saber do que se tratava e ficaram indignados com aquela atitude abusiva do vereador, que invadiu a sala de aula para praticar atos inerentes a CIP da Câmara Municipal e os colegas.

Patrícia, diretora da FACIC, pediu que os funcionários conduzissem os alunos para suas salas, para não gerar mais confusão e também para poder adotar medidas cabíveis. 

Acalmado o barulho dos corredores, Patrícia, juntamente com a advogada Dr. Alcione e Pêgas, foram até a Delegacia Seccional para registrar ocorrência, todavia como o sistema estava fora do ar e o ilícito envolvia mandatário político, o Delegado Thales orientou que nas primeiras horas do dia 21/08, comparecessem para as medidas serem adotadas na Delegacia Seccional de Polícia.

Marciano se defendeu dizendo que suas ações fazem parte do papel do parlamentar e presidente de uma comissão de inquérito.

Fonte: A Gazeta do Médio Vale

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