Taxistas aguardam passageiros em Cachoeira; classe cobra revisão, após derrubada de licenças( Foto: Arquivo)
O anúncio da cassação do alvará de 57 taxistas de Cachoeira Paulista revoltou parte da classe, que vêm contestando os critérios utilizados pela prefeitura para a tomada da medida.
De acordo com a prefeitura, a antiga gestão municipal concedeu 144 permissões de trabalho para os profissionais, mas 201 taxistas estavam operando no município. Diante desta situação a Promotoria de Justiça avaliou como indevida a continuidade do número de profissionais na ativa e determinou que o executivo informasse o corte aos taxistas.
Durante a última sessão de câmara, um grupo de profissionais manifestou sua indignação com o corte das permissões de trabalho e pediu a colaboração do legislativo para que o caso seja revisto. “Estamos questionando a maneira que o prefeito usou para poder selecionar os taxistas. Ele simplesmente manteve a licença dos 144 mais antigos e cassou a dos 57 que estavam trabalhando há menos tempo. Com isso estão tirando o ‘ganha pão’ de muitas famílias cachoeirenses”, reivindicou o diretor de uma das cooperativas de taxis de Cachoeira, Josemir dos Santos.
O diretor ressaltou ainda que é necessário que o executivo reavalie o caso, já que algumas pessoas desenvolvem outras funções paralelas ao trabalho de taxista.
“Tem alguns desses profissionais que são aposentados da Policiar Militar e Federal e estão com os seus alvarás. Outros taxistas que vivem somente da profissão, acabaram sendo dispensados. Isso é inadmissível já que essas pessoas não tem nenhuma outra fonte de renda ao não ser o taxi”, finalizou.
Averiguação – De acordo com a prefeitura, os 144 taxistas que tiveram os alvarás mantidos serão investigados se realmente estão exercendo a profissão de forma integral. Caso seja comprovado que não, outros profissionais que tiveram as suas concessões canceladas, ocuparão as novas vagas.
Reportagem Lucas Barbosa/Jornal Atos

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