| Fotos: LF Cesar |
Percorri hoje o Rio Sesmaria desde
Formoso, em São José do Barreiro, onde o rio também se chama Formoso. De lá
para cá, desde o início da Estrada da Limeira, a primeira visão foi impactante.
Diversos carros, caminhões, tendas e funcionários da empresa que faz a
manutenção do oleoduto formavam a frente de trabalho responsável pela limpeza
da área.
Ao parar para as primeiras fotos
fiquei impregnado com o forte cheiro do óleo diesel e então notei muitos
funcionários utilizando máscaras. Confesso que me lembrei de um desses filmes
catástrofe.
A estrada acompanha o rio, quase
totalmente cercado por pastagens. O gado parecia impassível. Em outros pontos,
bem mais abaixo do local de vazamento, ainda se podia ver manchas de óleo e
sentir seu cheiro.
No remanso conhecido por “prainha” e
em outros pontos foram instaladas barreiras de contenção e de absorção. O
material absorvente já utilizado estava recolhido em grandes sacos plásticos
para posterior reaproveitamento do óleo.
O acidente atinge o rio mais degradado
de Resende, mas afeta com maior intensidade os moradores de municípios que
captam água do Rio Paraíba abaixo da cidade, como Porto Real e Barra Mansa, que
chegaram a interromper o abastecimento de água. Neste momento chegam noticias
sobre Barra do Piraí e que o total derramado foi de 49 mil litros Segundo a
empresa que opera o sistema, tudo começou com a tentativa de roubo de óleo no
trecho paulista, mas a alta pressão do material expulsou os próprios ladrões,
que na fuga teriam deixado suas ferramentas pelo caminho.
Justamente hoje participei de dois
eventos relacionados: Uma reunião do Programa de Educação Ambiental do Gasoduto
Campinas-Rio e um curso de artesanato em palha de bananeira, parte do projeto
Recuperação Ambiental da Bacia do Rio Sesmaria.
No momento, o urgente esta sendo
feito na busca de remediar os danos. Transpetro, Inea e Amar estão trabalhando.
Em seguida é preciso aplicar a lei e punir os responsáveis pela contaminação. A
médio e longo prazos é fundamental recuperar a bacia, o que inclui sanear,
combater a erosão, reflorestar e prevenir para que tais acidentes não voltem a
ocorrer.
Fonte: Luis Carlos/
Blog Ambiente Regional Agulhas Negras
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