O espancamento até a morte
do taxista Ercole Castro Silveira, 58 anos, por um casal de adolescentes de São
Paulo na noite de quinta-feira, na Linha Amarela, na altura de Cidade de Deus,
chocou e revoltou a categoria e familiares.
Gilberto da Silva, de 50 anos,
morador em Piquete, tio da jovem acusada de espancar o taxista, pediu perdão
à família de Ercole, na Delegacia de Proteção à Criança e
ao Adolescente (DPCA), onde os menores passaram a noite da sexta-feira (7).
Segundo
Gilberto, a menina conheceu o namorado de 17 anos há três meses em Embu das
Artes, São Paulo. Ela fugiu da casa da avó para viver um romance “mais folgado”
com o jovem. “Ela mudou muito depois que conheceu ele”, afirmou Gilberto.
Segundo ele, a menina vive com a avó e cursa o 1º ano do Ensino Médio. Com o casal havia R$ 90 e mala.
Segundo
parentes da vítima, o laudo do IML comprova que o taxista foi morto por
espancamento, traumatismo craniano, afundamento de face e sangramento nos
pulmões. O corpo tinha marcas de tentativa de asfixia, feitas com a pochete da
própria vítima, que teve o rosto desfigurado por mordidas e pancadas.
Ercole era pastor. Na
bagagem da jovem de 16 anos, a polícia achou duas cápsulas de cocaína. “Foi uma
covardia, mas isso não vai dar em nada, pois os menores infratores podem
roubar, espancar, matar e estuprar sem ser punidos. Já está na hora de rever
isso. A morte do nosso amigo foi revoltante. Ele vivia para o trabalho, a
família e a igreja, e os criminosos tentam denegrir a imagem dele, alegando que
tentou violentar a adolescente”, criticou o amigo, também taxista, Luís Sérgio
de Oliveira, 57 anos, que defende a redução da maioridade penal.
Reportagem: Diego Valdevino
Jornal O Dia

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