Estelionatário aplica golpes em torno de R$ 20 milhões


A DIG (Delegacia de Investigações Gerais) investiga um golpe que já ultrapassa R$ 20 milhões em gados, cavalos e propriedades em Cruzeiro e nas regiões do Vale do Paraíba, Sul de Minas e Sul Fluminense.
Segundo informações da DIG, o responsável pelo suposto esquema seria Thiago Pernes Toscano, de 32 anos, natural de Barra do Piraí no Rio de Janeiro.
Em aproximadamente seis meses, dezenas de empresários e pessoas foram vítimas de estelionato* sob a compra e venda de gados e propriedades.
Empresários argumentam que Thiago se passou por empresário e começou a criar um certo nome no segmento pecuarista. Devido a articulação do homem, pessoas foram feitas de vítimas através de cheques sem fundo de uma empresa aberta para ser utilizada no esquema como “laranja”.
*   – falsa concepção de algo com o intuito de obter vantagem ilícita para si ou para outros.
O esquema
Thiago teria utilizado o nome de uma mulher, moradora da cidade de Lavrinhas, para abrir uma empresa e negociar os animais na região. Através do nome da vítima, o mesmo conseguia notas fiscais e empréstimos em inúmeras cidades. Além da entidade, Thiago se envolveu com nomes importantes para se beneficiar nas negociações de animais.
A partir do envolvimento com os empresários e a com a empresa aberta, Thiago comprava cabeças de gado de pecuaristas e parcelava com cheques sem fundo, sob a garantia dos nomes envolvidos. Além da compra com os talões de cheque, Pernes também se aproveitava do nome de outras pessoas para negociar animais, o que mantinha o negócio e o giro de dinheiro. Todas as cabeças eram encaminhadas para frigoríficos de outras localidades e o suposto golpista recebia o dinheiro à vista dos matadouros, porém não repassava aos fornecedores.
Com a instituição aberta, Thiago se aproveitava de eventos para demonstrar a capacidade dos animais e também do poder de investimento na área. “Ele chegou com éguas e cavalos de milhões de reais. Uma égua que vi com os próprios olhos custava mais de R$ 600 mil. Além das caminhonetes, carros de luxos e trailers automáticos. Era coisa de cinema. Ele queria construir até um haras em Cruzeiro”, comentou uma das vítimas que presenciou o suposto golpista em uma prova de tambor na cidade de Cruzeiro, tendo prejuízo de R$ 80 mil. Pessoas argumentam que o indivíduo chegou a demonstrar cerca de 43 cavalos ao todo em eventos.

A DIG (Delegacia de Investigações Gerais) investiga um golpe que já ultrapassa R$ 20 milhões em gados, cavalos e propriedades em Cruzeiro e nas regiões do Vale do Paraíba, Sul de Minas e Sul Fluminense.
Segundo informações da DIG, o responsável pelo suposto esquema seria Thiago Pernes Toscano, de 32 anos, natural de Barra do Piraí no Rio de Janeiro.
Em aproximadamente seis meses, dezenas de empresários e pessoas foram vítimas de estelionato* sob a compra e venda de gados e propriedades.
Vítimas relatam o golpe na rede social
Empresários argumentam que Thiago se passou por empresário e começou a criar um certo nome no segmento pecuarista. Devido a articulação do homem, pessoas foram feitas de vítimas através de cheques sem fundo de uma empresa aberta para ser utilizada no esquema como “laranja”.
*   – falsa concepção de algo com o intuito de obter vantagem ilícita para si ou para outros.
O esquema
Thiago teria utilizado o nome de uma mulher, moradora da cidade de Lavrinhas, para abrir uma empresa e negociar os animais na região. Através do nome da vítima, o mesmo conseguia notas fiscais e empréstimos em inúmeras cidades. Além da entidade, Thiago se envolveu com nomes importantes para se beneficiar nas negociações de animais.
A partir do envolvimento com os empresários e a com a empresa aberta, Thiago comprava cabeças de gado de pecuaristas e parcelava com cheques sem fundo, sob a garantia dos nomes envolvidos. Além da compra com os talões de cheque, Pernes também se aproveitava do nome de outras pessoas para negociar animais, o que mantinha o negócio e o giro de dinheiro. Todas as cabeças eram encaminhadas para frigoríficos de outras localidades e o suposto golpista recebia o dinheiro à vista dos matadouros, porém não repassava aos fornecedores.
Com a instituição aberta, Thiago se aproveitava de eventos para demonstrar a capacidade dos animais e também do poder de investimento na área. “Ele chegou com éguas e cavalos de milhões de reais. Uma égua que vi com os próprios olhos custava mais de R$ 600 mil. Além das caminhonetes, carros de luxos e trailers automáticos. Era coisa de cinema. Ele queria construir até um haras em Cruzeiro”, comentou uma das vítimas que presenciou o suposto golpista em uma prova de tambor na cidade de Cruzeiro, tendo prejuízo de R$ 80 mil. Pessoas argumentam que o indivíduo chegou a demonstrar cerca de 43 cavalos ao todo em eventos.
Os animais que geralmente eram colocados nas feiras e competições pertenciam ao haras. “O que ele fazia: comprava, dava a entrada em dinheiro e parcelava o resto. Só que ninguém recebia este resto. Ele chegou a pagar para algumas pessoas, para mostrar o poder e dinheiro que tinha”, ratificou um criador que vendeu cerca de 540 cabeças de gado no valor de R$ 700 mil e recebeu apenas uma parcela. O restante estava em cheques sem fundos. O último contato da vítima com Toscano foi no mês de dezembro de 2016.
A empresa TBS Empreendimentos Agrícolas (que supostamente também era de Thiago) era responsável pela realização de eventos e exposição dos animais. Os cavalos que estavam à mostra eram comprados em leilões e haras através de financiamento. “Ele comprou uma égua por R$1 milhão em um haras no Paraná, mas teve que devolver porque pagou apenas R$ 700 mil. Ela não chegou a vir para Cruzeiro por falta do restante do dinheiro”, disse uma das vítimas.
Antes, a arroba (quantidade de carne) era vendida por cerca de R$ 130,00 na região. Com o esquema, os 15 quilos começaram a serem vendidos por R$ 150,00. Sendo assim, Thiago comprava quase todas as cabeças de gado disponíveis na região e encaminhava para fora de Cruzeiro, onde seriam abatidas.
Outra vítima teria recebido três cheques, cada um no valor de R$ 1 milhão, e não recebeu nenhum dinheiro nas datas de vencimentos. No entanto, a reportagem tentou contato para obter informações sobre o caso e não conseguiu até o momento.
O valor de R$ 20 milhões, informado pela Polícia Civil, não é exato, pois a cada investigação e testemunho o número de envolvidos aumenta e o prejuízo também. Sendo assim, é muito cedo para se chegar em um valor completo do golpe.
*Segundo informações de fontes que foram alvos de Thiago, o mesmo é interditado pela sua mãe, isto é, ele seria incapacitado e não conseguiria aplicar os golpes citados e assinar documentos, mediante os problemas mentais que ele apresenta. A interdição é oficial no âmbito judicial, no entanto, as vítimas afirmam que ele não demonstra nenhum descontrole, pelo contrário: alegam que o mesmo é muito inteligente e articulado, devido à proporção do esquema e dos prejuízos causados. O Portal Mix Vale entrou em contato com a mãe do indivíduo e a mesma argumentou que não tem o que falar a respeito do caso. No telefone do suspeito ninguém atende. O paradeiro dele não foi informado e nenhuma vítima teve resposta até o momento.
A Polícia Civil investiga todas as circunstâncias e os destinos dos animais envolvidos. As vítimas estão sendo ouvidas pelos investigadores civis e os dados levantados.
Repercussão na rede social
A página no Facebook da TBS Empreendimentos foi excluída recentemente. No entanto, a conta no Instagram continua ativa. Na rede social, diversas vítimas comentaram sobre o golpe em Cruzeiro e os prejuízos.
Em um dos comentários, um homem disse ter sido vítima de Thiago há 10 anos com o mesmo golpe. No trecho destacado na imagem, o cidadão se revolta ao perceber que, novamente, Thiago estaria aplicando novos golpes em outras pessoas.
Na justiça, diversos processos sobre estelionato estão em andamentos cujo o nome de Pernes aparece como réu.
Os nomes das vítimas foram preservados para que não haja futuras ameaças. Entramos em contato com a TDS Empreendimentos Agrícolas citada acima e não tivemos nenhum posicionamento.
Outras pessoas envolvidas não quiseram se posicionar a respeito da reportagem e aguardam o esclarecimento dos fatos mediante a justiça.
Fonte:MixVale

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