quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Alvo de críticas, Saúde segue sem secretário em Cachoeira Paulista


Além da falta de médicos e uma dívida na Santa Casa superior à R$ 18 milhões, há mais de 15 dias o prefeito João Luiz Ramos (PT) convive com outra baixa na Saúde: a falta de um secretário. O setor que é um dos mais criticados pela população e por vereadores de oposição, ainda segue sem comandante por tempo indeterminado. 

Desde o início de seu governo o petista está encontrando dificuldades para encontrar algum profissional disposto a administrar a pasta, que herdou o maior número de dívidas e problemas da antiga gestão municipal. 

Ao ser eleito João Luiz concedeu uma entrevista coletiva, em 22 de dezembro, onde apresentou o seu secretariado à mídia regional e a população. Mas para a surpresa de todos, os secretários de Educação e Saúde ainda não tinham sido escolhidos.

Após algumas semanas, o cardiologista Marcos Moreira aceitou o difícil desafio de tentar colocar a Saúde do município nos trilhos. Mas no final de abril, acabou desistindo do cargo alegando problemas pessoais.

Em 17 de maio, João Luiz decidiu convidar o até então secretário-adjunto de Finanças, Renato Rossetti, para assumir a Secretaria de Saúde. Depois de enfrentar quase cinco meses de ataques de vereadores oposicionistas e mais problemas no setor, Rossetti acabou desistindo do cargo há mais de quinze dias. “O Renato infelizmente teve que nos deixar por questões pessoais. Já estamos estudando alguns nomes para que o mais rápido possível o novo secretário seja nomeado”, explicou o prefeito.

O chefe do Executivo atribuiu os problemas herdados da antiga gestão, como um dos principais motivos para que em menos de dez meses, dois secretários tenham ‘pedido para sair’ do cargo. “Realmente não é fácil enfrentar uma pasta como a da Saúde. Principalmente lidando com uma série de problemas e dívidas herdadas do antigo governo, que acabaram prejudicando muito o nosso trabalho. Mas mesmo assim, faremos todo o possível para solucionar essa situação logo”.

Reportagem Lucas Barbosa
Jornal Atos

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