quarta-feira, 12 de março de 2014

Casa do CDHU em Cachoeira Paulista vira abrigo de dependentes e prostituição

Enquanto as casas do CDHU continuam à espera da retomada das obras, um fato chama atenção dos vizinhos. Em estado de abandono, o local tem se tornado reduto de usuários de drogas e prostituição. 

De acordo com um vigia do futuro residencial, a ação de bandidos tem sido constante no entorno e dentro das construções.
Ele afirmou que durante a noite é grande o número de invasores que furtam parte dos materiais de construção, além de usarem as casas como local para uso de entorpecentes.

Algumas casas exibem vestígios de materiais usados para o consumo de drogas, bitas de cigarros e papelões usados como cama. Outro fator que chamou a atenção foi a parede de uma das casas totalmente destruída. O vigilante contou que ela foi derrubada após o choque de um carro cheio de adolescentes alcoolizados durante a madrugada.  

Ele afirmou que outro problema são os constantes furtos de janelas e portas, que já estão colocadas nas casas, mas que isso não intimida a ação dos bandidos.
No mês passado, o vereador João Barbosa, o Zinha (PT) declarou que o prefeito João Luiz (PT) conseguiu junto ao Ministério Público a autorização judicial para a retomada das obras.

Ele afirmou que entre os dias 25 a 31 será feito o pregão da nova empresa que dará continuidade às obras, após um crédito aprovado pela Câmara para suplementação de valores de uma planilha do CDHU.

De acordo com o parlamentar, o impedimento judicial foi derrubado depois que o prefeito fez uma auditoria e um levantamento, conseguindo uma nova liberação para que desse continuidade às casas, que estão interditadas desde 2012 por determinação do  Ministério Público, depois de receber a denúncia de um suposto desvio de verbas.
Enquanto as 170 famílias esperam para realizar o sonho da casa própria, outro problema que chama a atenção é a ação do tempo, que tem deteriorado algumas construções, já em ruínas. 

A Polícia Civil informou que não há nenhum registro de ocorrência envolvendo o local.

Em resposta a Prefeitura informou que há um contrato com a empresa JR Segurança, que tem feito o trabalho no local. Quanto às depredações e a invasão de vândalos, o executivo afirmou que não tem conhecimento sobre o caso. Em relação à licitação da empresa que retomará os serviços, ele alegou que está marcada para o dia 1° de abril.

Reportagem Idalina Miranda/Jornal Atos

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