sexta-feira, 14 de março de 2014

Violência assusta moradores e comerciantes em Cachoeira Paulista

Os moradores de Cachoeira Paulista viveram momentos de terror na tarde da última sexta-feira (7), por volta das 17h, no Centro. Uma discussão entre dois rapazes acabou com uma sequência de tiros disparados em meio a uma via movimentada, atrás do Fórum, local de passagem de trabalhadores e com grande número de estabelecimentos comerciais.

Segundo uma balconista, que não quis se identificar, a confusão começou com um dos rapazes passando rapidamente de bicicleta, enquanto o outro, também de bicicleta, o perseguia com uma arma.  Ainda de acordo com a atendente, eles pareciam ser bem jovens.

Com os disparos, os pedestres que passavam pelo local se apavoraram, o que causou um tumulto na rua, com diversas pessoas correndo e procurando abrigo nas lojas. “Na hora foi uma correria e muitos gritos, achei que fosse assalto, não dava para entender nada. Uma senhora passou mal aqui tivemos que socorrê-la”, contou.

A violência em Cachoeira Paulista tem sido constante. Em dezembro três lojas foram assaltadas em uma mesma semana, dentre elas, um bandido invadiu o estabelecimento durante a tarde rendeu as funcionárias e clientes, levando um valor em dinheiro não divulgado.

Em janeiro um ataque a uma agência bancária, terminou com explosão de três caixas eletrônicos, na região central. Também um assalto a uma lotérica acabou com uma vítima baleada e na tarde do mesmo dia o assaltante foi morto por policiais.

A balconista afirmou ainda que desde o ano passado, em que diversos estabelecimentos foram assaltados, a insegurança e o medo tem tomado conta dela e dos colegas de trabalho. “Ficamos apreensivas o tempo todo, temos a impressão de que a qualquer momento algo de ruim possa acontecer”.

Já um aposentado, que também não quis se identificar, apontou um novo problema. “Há um assalto aqui na cidade, tem que ligar em São José dos Campos, o que causa uma demora. Não temos policiamento suficiente e a viatura parece duas, três horas depois e isso não é só aqui, é em todo Vale do Paraíba  e pior ainda no Vale Histórico.

A diarista, Pâmela Prata Vieira, disse que mora há anos na cidade e que atualmente se sente insegura ao caminhar pelo Centro. “No Carnaval eles deram uma boa reforçada com um número maior de policiais, mas no dia a dia, é difícil se sentir seguro, está bem complicado”, lamentou.

A Polícia Militar não foi encontrada pela reportagem do Jornal Atos para falar sobre o assunto. Já a Polícia Civil alegou que até o momento não havia nenhum registro em relação ao caso e por isso não poderia comentá-lo.

Idalina Miranda/Jornal Atos

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