sexta-feira, 9 de maio de 2014

Funcionários da Imbel encerram greve após 24 dias em Piquete

Funcionários na portaria da IMBEL. Foto: Divulgação Sindicato dos Químicos de Piquete.

Após 24 dias em greve, os trabalhadores da Imbel (Industria de Material Bélico do Brasil), voltaram ao trabalho nesta quinta-feira (8) em Piquete na RMVale. A decisão aconteceu após uma audiência de conciliação realizada entre lideranças sindicais e o Ministério da Defesa e do Trabalho em Brasília.
Na unidade da Imbel de Piquete, na Região Metropolitana do Vale do Paraíba, cerca de 400 funcionários participaram da paralisação, iniciada no dia 14 de abril. Os trabalhadores reivindicam aumento e abono salarial, reajuste dos benefícios como vale alimentação e revisão do plano de cargos e salários.
Segundo o presidente do Sindicato dos Químicos de Lorena, Piquete e Região, Luis Carlos Chagas Silva, a greve foi encerrada porque o Ministério da Defesa aceitou negociar as condições do acordo coletivo com o sindicato.
"Foi uma vitória. Voltamos ao trabalho, não teremos nossos dias paralisados descontados e ainda vamos receber um abono de R$1 mil no próximo pagamento. Nenhum direito será removido. Por fim, conseguimos espaço para negociar o reajuste salarial com a direção da indústria. É um feito histórico", comemora Silva.
A  direção da fábrica de armamentos, vinculada ao Ministério da Defesa, ofereceu aumento de  5,86%, baseado na inflação do período, mas os trabalhadores querem, ao menos, 15% de reajuste.
Outra audiência de conciliação será marcada entre os dias 14 e 28 de maio pelo Tribunal Superior do Trabalho em Brasília, para tentar resolver o impasse.
Fim da greve

Segundo a CSP-Conlutas, central que também representa a categoria, cerca de dois mil trabalhadores nas cinco unidades da Imbel no Rio de Janeiro, em Magé (RJ), Itajubá (MG), Juiz de Fora (MG) e Piquete (SP), que aderiram à paralisação já retornaram ao trabalho.
Os operários estão em campanha salarial desde o inicio de abril,  de acordo com a data base estabelecida pelo ministério do trabalho para esta categoria.
Procurada pelo Meon, até o fechamento desta reportagem a  direção da Imbel ainda não havia se pronunciado sobre o caso.

Elaine Rodrigues
Portal Meon

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