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| Foto: Flavio Pereira/Portal Meon |
O prefeito em exercício de Cruzeiro, Rafic Simão (PMDB), decretou na manhã de ontem intervenção administrativa na Santa Casa do município, que ameaçava fechar as portas por causa de problemas financeiros.
Segundo o prefeito, a decisão foi tomada diante da “instabilidade social” criada justamente por essas ameaças de suspensão do atendimento, que se intensificaram nas últimas semanas.
Além disso, Rafic afirmou que a unidade não estava realizando “a contento” o atendimento aos munícipes de Cruzeiro e cidades vizinhas, e que foram “exauridas todas as possibilidades de conversações, negociações e concessões possíveis para a resolução amigável da questão”.
A princípio, a intervenção teria duração de seis meses.
Impasse. A intervenção, porém, pode não sair do papel. A direção da Santa Casa, ligada à Diocese de Lorena, alega que o decreto seria ilegal, uma vez que a unidade é privada.
“Não acreditamos que seja legal o decreto do prefeito, está extrapolando os direitos dele como administrador. É algo abusivo, ditatorial”, disse Ede Carlos dos Santos, superintendente da Santa Casa.
A prefeitura irá tentar aval da Justiça para que a intervenção seja confirmada. Já o hospital irá fazer o contrário: protocolar um mandado de segurança que impeça a alteração na gestão da unidade.
Ontem, o provedor da Santa Casa e representantes da prefeitura passaram o dia no hospital, que operou normalmente. “Estamos no limbo”, disse o superintendente da Santa Casa a O VALE.
Rombo. Segundo o provedor, desde o início deste ano a Santa Casa teria deixado de receber repasse mensal de R$ 250 mil do Estado, o que teria desequilibrado as finanças do hospital. As dívidas já chegariam a R$ 10 milhões.
Segundo o Estado, as pendências financeiras impedem o repasse, em razão da falta da certidão negativa. A Santa Casa ainda recebe R$ 620 mil por mês da prefeitura.
Além disso, Rafic afirmou que a unidade não estava realizando “a contento” o atendimento aos munícipes de Cruzeiro e cidades vizinhas, e que foram “exauridas todas as possibilidades de conversações, negociações e concessões possíveis para a resolução amigável da questão”.
A princípio, a intervenção teria duração de seis meses.
Impasse. A intervenção, porém, pode não sair do papel. A direção da Santa Casa, ligada à Diocese de Lorena, alega que o decreto seria ilegal, uma vez que a unidade é privada.
“Não acreditamos que seja legal o decreto do prefeito, está extrapolando os direitos dele como administrador. É algo abusivo, ditatorial”, disse Ede Carlos dos Santos, superintendente da Santa Casa.
A prefeitura irá tentar aval da Justiça para que a intervenção seja confirmada. Já o hospital irá fazer o contrário: protocolar um mandado de segurança que impeça a alteração na gestão da unidade.
Ontem, o provedor da Santa Casa e representantes da prefeitura passaram o dia no hospital, que operou normalmente. “Estamos no limbo”, disse o superintendente da Santa Casa a O VALE.
Rombo. Segundo o provedor, desde o início deste ano a Santa Casa teria deixado de receber repasse mensal de R$ 250 mil do Estado, o que teria desequilibrado as finanças do hospital. As dívidas já chegariam a R$ 10 milhões.
Segundo o Estado, as pendências financeiras impedem o repasse, em razão da falta da certidão negativa. A Santa Casa ainda recebe R$ 620 mil por mês da prefeitura.
Raio-x da unidade
Equipe
A Santa Casa de Cruzeiro tem 430 funcionários, sendo 180 deles do setor de enfermagem. A instituição contrata ainda 100 médicos sem vínculo empregatício
Atendimento
O corpo clínico é responsável por atender, em média, 250 pessoas por dia no pronto-socorro, além de 500 internações, 250 cirurgias e 120 partos por mês. 60% do atendimento é feito pelo SUS
A Santa Casa de Cruzeiro tem 430 funcionários, sendo 180 deles do setor de enfermagem. A instituição contrata ainda 100 médicos sem vínculo empregatício
Atendimento
O corpo clínico é responsável por atender, em média, 250 pessoas por dia no pronto-socorro, além de 500 internações, 250 cirurgias e 120 partos por mês. 60% do atendimento é feito pelo SUS
Fonte: O Vale

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