Foto: Arquivo
Os cachoeirenses que buscaram atendimento no Pronto Socorro foram surpreendidos por uma notícia inusitada. Após a falta do colega, um médico plantonista se negou a atender os pacientes e abandonou o plantão sem dar explicações.
Desde o início do mandato, o prefeito João Luiz Ramos (PT) vem ressaltando que a saúde é o setor que mais herdou problemas da última gestão e que necessita urgentemente de uma reestruturação.
Há duas semanas, o setor sofreu nova baixa, já que o secretário Marcos Moreira deixou a pasta, alegando problemas pessoais e precisou ser substituído pelo até então secretário adjunto de Finanças, Renato Rossetti.
Em sua segunda semana à frente da pasta, Rossetti já teve que lidar com um problema que causou a revolta de pacientes no Pronto Socorro.
De acordo com Rosseti um dos médicos plantonistas avisou que devido a um problema pessoal, não iria poder comparecer ao trabalho na manhã desta segunda-feira. Alguns minutos depois, o segundo médico plantonista chegou ao local, que já contava com pacientes para serem atendidos, e ao saber da falta do colega, decidiu ir embora sem atender ninguém, por volta das 8h.
“Realmente a atitude deste médico gerou um grande transtorno no Pronto Socorro. Assim como os pacientes, também ficamos sem entender o que o levou a fazer isso. Depois de um pequeno período sem atendimento, conseguimos que um médico de Guaratinguetá viesse para darmos andamento aos trabalhos”, explicou.
Com a atitude do médico, que não teve o nome revelado, a prefeitura decidiu tomar uma medida enérgica. “Para resguardar o hospital registramos um boletim de ocorrência contra esse médico, que se negou a realizar os atendimentos”.
Adequação – De acordo com o secretário de Saúde, a prefeitura estuda alternativas para evitar que casos semelhantes ocorram. “Infelizmente os médicos não possuem algum tipo de vínculo empregatício com a Santa Casa, então iremos trabalhar para que futuramente eles possam ser registrados ou caso não seja possível, poderemos contratar uma empresa para coordenar o atendimento”, revelou.
Reportagem Lucas Barbosa/Jornal Atos

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