Comitiva de Dilma dá calote em Cruzeirense nos Estados Unidos

CARRO QUE TERIA SIDO UTILIZADO PARA TRANSPORTAR COMITIVA DE DILMA NOS EUA, EM JUNHO (FOTO: REPRODUÇÃO FACEBOOK/EDUARDO MARCIANO)

Entre os dias 16 de junho e 2 de julho deste ano, o governo brasileiro teve à disposição nos Estados Unidos uma frota de luxo, composta por 25 veículos entre vans, caminhões e carros modernos para acompanhar desde os preparativos da viagem da presidente Dilma Rousseff ao dia a dia da comitiva presidencial. Dois meses dois, a empresa responsável pelos serviços acusa o governo brasileiro de deixar para trás uma dívida de mais de 100.000 dólares - cerca de 350.000 reais.
Em artigo publicado no site CNN iReport, braço da americana CNN que publica textos de cidadãos comuns, o proprietário da NS Highfly Limousine,o cruzeirense, Eduardo Marciano, afirma que ainda não foi pago "nenhum centavo" referente aos aluguéis. O empresário afirma ter procurado o Consulado do Brasil em São Francisco, mas foi informado de que não haveria dinheiro suficiente para pagar as dívidas e que a presidente Dilma Rousseff tem viajado e gastado mais do que tem guardado nos cofres públicos.
Conforme o texto publicado pelo empresário, a empresa mobilizou uma equipe de 30 funcionários, incluindo motoristas em tempo integral em um serviço VIP, para atender a filha da presidente da República, ministros de governo, integrantes das Forças Armadas e o embaixador brasileiro. Havia ainda dois ônibus para transportar a equipe de imprensa e um caminhão baú para carregar as malas da comitiva.
Marciano destaca que as últimas notícias que obteve do consulado foi que o governo brasileiro tem o dinheiro, mas ainda não pode fazer o pagamento porque está aguardando uma autorização presidencial ou do Ministério das Relações Exteriores. Para o empresário, essa posição oficial explica representa uma verdadeira falta de respeito e honestidade em meio à crescente corrupção no país. E alfineta: "Se a comunista Rousseff não tem dinheiro para alugar um serviço VIP, ela definitivamente deveria buscar por um táxi local ou, talvez, um transporte público da cidade, porque a minha empresa não tem de carregar ninguém de graça".
Questionada pelo site de VEJA, a assessoria do Itamaraty informou que foram liberados os recursos para o pagamento e que a situação deve ser regularizada nos próximos dias. Outras informações serão fornecidas pela Área internacional da Secretaria de Imprensa da Presidência da República, que ainda não retornou aos telefonemas da reportagem.
Fonte: veja.abril.com.br

Após sua história repercurtir na imprensa e na internet, o brasileiro Eduardo Marciano, afirmou no início da manhã desta terça-feira (18/08) que recebeu o pagamento de cerca de US$ 100 mil do governo brasileiro por serviços prestados por sua empresa durante a viagem da presidente Dilma Rousseff aos Estados Unidos no final de junho. Em entrevista por telefone, Marciano afirmou que foi ontem no final da tarde (horário local) até o consulado brasileiro em São Francisco, na Califórnia, receber o cheque no valor de US$ 99.885. "Queria evitar entrar na Justiça contra o governo brasileiro. Acabei compartilhando a história, mas esse serviço de cobrar o Itamaraty não cabe à minha companhia fazer", disse. 
A saga de Marciano para receber o pagamento durou quase dois meses. Nesse meio tempo, ele afirma ter ligado diversas vezes para o Itamaraty e ido ao Consulado Brasileiro regularmente. "Até os motoristas da minha empresa foram lá cobrar a dívida", afirmou. Aliviado, Marciano disse que nunca imaginou que teria "tanta dor de cabeça e estresse para receber".
"Acho que se não fosse toda essa repercussão, eu não teria recebido ainda. Imagina ter que entrar na Justiça americana para receber uma dívida que prestei ao governo do meu próprio país", afirmou. Ele disse que, antes de publicar a mensagem contando sua história no Facebook na última quinta-feira (13/08), consultou advogados para saber se poderia legalmente agir daquela forma. 
Apesar da dor de cabeça e da dificuldade em receber pelo serviço prestado, Marciano afirmou que não descarta voltar a trabalhar com o governo brasileiro. "No meu ramo a gente não escolhe clientes: presidente, artista ou cidadão comum. O negócio é trabalhar e receber", diz. 
Atualizado as 16h32 desta terça-feira (18)

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